Vamos começar citando três grandes grupos de drogas: tabaco, álcool, tranqüilizantes. O uso de drogas aparece, em grande parte das vezes, associado à juventude. Mais camuflada, a utilização de entorpecentes na terceira idade é maior do que se pensa, alertam os profissionais do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (NEPAD), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). “Pesquisas mostram que a juventude é uma fase de experimentação, o que não significa que ela seja a maior consumidora”, diz Antônio Albernaz, do NEPAD. “Há muitos casos em que o uso é feito de forma ‘equilibrada’, ou seja, não causa prejuízos sociais e, por vezes, nem a família sabe”, completa. “Em todos os casos”, diz o médico, “as drogas lícitas, como o álcool, o tabaco, seguidas pelos tranqüilizantes, são as mais consumidas”.
Não podemos deixar de mencionar o fenômeno da toxicomania na adolescência, mesmo se se trata de uma situação agregada e que pertence ao devir normal do processo adolescente. No entanto, é tão intenso seu uso e tão catastróficos seus resultados, que devemos fazer alguns comentários a respeito.
O uso de entorpecentes se generalizou de maneira alarmante no mundo inteiro, vemos, no entanto, que existem diferentes tipos de consumidores: o adicto, o esporádico e imitativo.
O consumidor adicto é aquele que possui uma personalidade de base que o conduzirá à toxicomania. É alguém com uma predisposição psicológica, sendo o grupo menos numeroso. Requer ajuda especializada a longo prazo e tem mau prognóstico terapêutico.
O consumidor esporádico é mais freqüente. Trata-se do jovem que experimentou a droga e que gostou dela. Aproveita certas oportunidades para consumir e o faz dentro de certos parâmetros próximos à toxicomania, mas sem cair nela.
O consumidor imitativo é aquele que pertence especificamente à adolescência nuclear. Foi levado ao consumo para não ser rejeitado pelo grupo. Acaba imitando a maioria de seus pares sem ser um adicto sem consumidor esporádico. Não desfruta da droga, mas considera seu uso necessário para evitar o ostracismo e a rejeição grupais. Para o aumento desde grupo tem contribuído a propaganda indiscriminada da droga através dos meios de comunicação.
No entanto, o grupo de adolescentes que não cai na droga é grande, e pensamos que o trato racional do problema pelo Estado controlará o consumo de maneira adequada, sendo a toxicomania uma praga da humanidade que muito possivelmente cederá com o transcorrer do tempo.
Não existe ninguém que use crack que não use intensamente.
Existe um conjunto de fatores que tendenciam ao uso de drogas, por exemplo, na tríade.
Ambiente
Forte, fraco
Ansioso, desanimado
Droga
A família é um fator importante na condição de usuário de drogas, mas não é único.
A chance de recuperação para um indivíduo dependente é menor quando a vontade de parar parte de outros.
Quando se tem um quadro de dependência instalado tem-se que se distanciar totalmente das drogas.
O uso de álcool em ambientes sociais abre as portas da censura, isto é, parte-se para outras drogas. Abstinência é um fator de sucesso.
É na recaída que repensamos as formas de tratamento e as metas de recuperação do dependente químico.
A família é fundamental na recuperação: o indivíduo precisa ter outra função a não ser aquela de dependente, (adapta-se aquela função de ser um interno doente).
Nas orientações dos filhos não usar a palavra droga: “… estou preocupada com sua saúde…” (não negociar). É importante procurar um especialista.
É muito comum a família boicotar o trabalho; citamos aqui um exemplo de quando a família diz: “… mas é só um pouquinho, não vai fazer mal…”
Os pais sabem quando os filhos usam drogas, ou se não sabem, percebem alterações.
A questão é o Limite, a proximidade. Sinal de comportamentos repetidos citados aqui, podem ajudar na percepção dos filhos: mudança de amigos na escola, dormir até altas horas, entre outros.
Não se deve ficar sozinho na abstinência, deve-se ter na mente algo que sirva de substituto. O auto-desafio pode ser um grande aliado para a recuperação, por exemplo, o esporte, algum objetivo intelectual.
Lembramos que a droga, que hoje atualizadamente chamada de Substâncias Psicoativas podem levar a auto-destruição.
DESPRAZER X PRAZER.
Redação: Dra. Ivana Rosa – Psicóloga CRP 72.971